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Conheça a fobia de relacionamento e casamento

Se você nunca ouviu falar de gamofobia, pode até pensar que se trata de brincadeira, mas é uma condição bem real que afeta muitas pessoas ao redor do mundo.

Nós podemos ser ou conhecer pessoas que não desejam se casar, pelos mais diversos motivos: falta de tempo, medo de perder a liberdade, preferência por estar sozinho ou desejo de não se comprometer com alguém.

Todos esses fatores, muitas vezes, são escolhas pessoais e podem mudar com o tempo. Uma pessoa que sofre de gamofobia, no entanto, tem uma realidade completamente diferente quando se trata de compromissos sérios e casamentos.

Fobia de casamento por quê?

Conhecendo a gamofobia

O termo gamofobia é derivado do grego gamos, que significa casamento e phobos, que significa medo. A gamofobia é um medo mórbido e irracional de relacionamentos sérios e duradouros, e de casamentos, que afeta homens e mulheres. Aqueles que sofrem dessa condição preferem passar a vida solteiros, bem longe de qualquer um que possa lhe oferecer uma aliança. No entanto, não é apenas o casamento em si que provoca o pavor nas pessoas que lidam com a gamofobia. Como a psicóloga da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Maria de Jesus diz: “Você vai identificar os sintomas do transtorno em várias situações que lembrem o fenômeno, seja com fotos, com os amigos falando, seja com convites de casamento.”

Os motivos que ocasionam a gamofobia

Não existe um único fator que ocasione o surgimento da gamofobia, mas ela pode ser desencadeada por algum evento anterior, como separação dos pais, por exemplo. Essa é uma experiência que pode ser traumatizante, especialmente, se envolveu traição e/ou violência física ou psicológica. Outros gatilhos são um relacionamento romântico traumático e até mesmo más experiências com casais de filmes. Para alguns, um filme que retrata casais com problemas é apenas mais uma forma de arte, mas para outros pode ser um grande trauma. Fatores como genética, ansiedade e tensão também podem ocasionar a condição.

Somos pessoas únicas, que reagem a experiências também de forma única. Essas experiências, isoladas ou combinadas, podem nos fazer sofrer ao ponto de passarmos a acreditar que o compromisso é algo que não vale a pena e deve ser temido.

Sintomas da gamofobia

As pessoas que apresentam a gamofobia sentem vários sintomas psicológicos e físicos quando confrontadas com uma conversa ou situação que envolva casamento ou compromisso sério.

Alguns sintomas físicos são:

  • Palpitação
  • Náusea
  • Sensação de sufocamento
  • Choro
  • Tremor
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Dor no peito, tonturas, desmaios
  • Sudorese, falta de ar
  • Sensação de morte

Os sintomas psicológicos compreendem:

  • Terror e desespero ao pensar ou vivenciar situações de casamento.
  • Afastamento de pessoas ou situações que podem desencadear conversas sobre casamentos e relacionamentos.
  • Compreensão da irracionalidade do medo, mas incapacidade de mudá-lo.
  • Ansiedade enraizada em seu ser, o que afeta a qualidade de vida.
  • Pensamentos e sensações negativas frequentes.
  • Medo do descontrole ou loucura.

Como tratar a gamofobia

Assim como com outras fobias, para a cura da gamofobia é necessário tratamento, que pode acontecer de diversas formas. O apoio da família e amigos é fundamental para ajudar a pessoa a superar seus medos e se sentir amparada.

A psicoterapia é uma boa maneira de começar o tratamento, falar sobre seus medos e outros problemas de confiança, para identificar a origem do problema e trabalhar a questão. A hipnoterapia também pode identificar as origens da fobia e ajudar a reaprender a lidar com questões de casamento e compromissos. Em casos mais extremos, quando a pessoa apresenta ansiedade extremamente elevada e se isola, a medicação pode ser indicada pelo psiquiatra, para lidar com os níveis de ansiedade.

Para aqueles que sofrem de gamofobia e estão em relacionamentos, é ideal procurar formas de lidar com a condição e contar com o apoio do parceiro durante essa etapa. Por mais que fobias sejam complicadas e descontroladas quando não há tratamento, com uma gestão certa da condição, é possível superar essa barreira e ser mais feliz em seus relacionamentos e vida no geral.

 

Com informações de Luiza Fletcher “O Segredo”

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Autor

Poeta, Filósofo, Político. Pós graduado em Administração Pública, Gestão Pública e Gestão Estratégica de Pessoas. Ex-Funcionário do BB, Ex-Vereador e atualmente Servidor Público. Gerente da Agência do Trabalhador [SINE] da SEJU/MTE do Governo do Estado do Paraná, na Cidade de Mandaguaçu.

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